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sábado, 4 de setembro de 2010

Ainda não sei!

Que sensação é essa de tamanha intensidade
que vai rasgando, sangrando,
os começos, meios, intervalos e fins
tal qual uma lâmina recém trocada de uma navalha velha?

Uma disputa bruta entre o passado e o presente
Em versos que nunca rimaram,
Mas que estiveram sempre em poemas e prosas

E só sentiram a grandeza de uma dor
sem fim ou talvez finita, por não se saber
de onde vem ou se realmente existe

Estapafúrdia sensação
Que exprime, espreme e remexe numa ferida
que fere sem ao menos a tocarmos

Seria o abstracionismo de uma imagem refletida
no espelho do tempo a procura de uma definição
palpável, sem apegos, que consistente e consciente
seja visível aos olhos da compreensão?
Ainda não sei!!!!

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