Lá fora o dia passa colorido,
aqui dentro de meu quarto
a negritude da noite me assusta.
Imagens de um tempo passado
insistem em movimentar meus pensamentos.
Viram, reviram e solidificam os momentos
de alegria e satisfação vividos
dia-a-dia, há muito idos.
Onde morreram e se desfizeram
as passagens de uma viagem
constante e ao mesmo tempo migratória
que a vida me deu de presente?
A mim só restou a visibilidade embaçada
de um rosto deformado pelas lágrimas
e também pelo tempo que sempre
insiste em nos mostrar o que fomos.
Na parede à minha frente uma mosca
totalmente enlouquecida, perdida,
querendo achar a saída.
Mas as janelas estão fechadas, sem uma fresta de luz.
Assim também estou...
trancada com cadeados de desesperança.
E aqui neste quarto
quieto, escuro, frio e só,
me vejo constantemente como um jazigo
abandonado, que outrora visitado e florido,
guarda recordações de uma vida desfeita.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Mente...
Mente a pessoa que se acha verdadeira na mente insana da realidade.
Mente aquele que a vida exigiu que fosse absolutamente alguém.
Mente a mente que se desequilibra na balança das incógnitas declaradas.
Mente na insensibilidade das respostas que ainda não conseguiu definir como algo inerente ao ser.
Mente numa renúncia exagerada àquilo que foi feito na hora da extrema euforia ou temeridade, e a mente pede que se localize.
Mente no ponto extremo que se perdeu a noção da mente exata e cruel da vida ordinariamente real.
A mente que mente se perde na inexatidão da verdade que se e a julga.
Mente aquele que a vida exigiu que fosse absolutamente alguém.
Mente a mente que se desequilibra na balança das incógnitas declaradas.
Mente na insensibilidade das respostas que ainda não conseguiu definir como algo inerente ao ser.
Mente numa renúncia exagerada àquilo que foi feito na hora da extrema euforia ou temeridade, e a mente pede que se localize.
Mente no ponto extremo que se perdeu a noção da mente exata e cruel da vida ordinariamente real.
A mente que mente se perde na inexatidão da verdade que se e a julga.
Palavras
É inútil o quanto grito
em meu silêncio...
pois nem mesmo quando grito em palavras
você me ouve.
Não é o quanto grito
que te faz me ouvir...
mas sim o meu silêncio
que te cala fundo.
As palavras emudecem
perante o teu desprezo.
E o seu desinteresse fala alto
em meu ser.
Só não sei o que fazer
quando o meu coração
também pede para calar-me,
mas minha boca não entende
o dito do meu peito pulsante,
e descerra a paixão contida
ao inconsequente ditador
de meus pesares.
em meu silêncio...
pois nem mesmo quando grito em palavras
você me ouve.
Não é o quanto grito
que te faz me ouvir...
mas sim o meu silêncio
que te cala fundo.
As palavras emudecem
perante o teu desprezo.
E o seu desinteresse fala alto
em meu ser.
Só não sei o que fazer
quando o meu coração
também pede para calar-me,
mas minha boca não entende
o dito do meu peito pulsante,
e descerra a paixão contida
ao inconsequente ditador
de meus pesares.
Teus Olhos
Estes teus olhos, janelas de tua alma
que me desnudam e ao mesmo tempo
me cobrem de carinhos sinceros.
Pudera eu fazer com que o tempo parasse
neste momento que você me olha...
Onde o que vejo é só amor,
ternura e desejo.
Desejo esse que eu sei não
se dissipar com a madrugada,
mas sim se eternizar com o dia.
Um olhar misto de paixão voraz
e admiração intensa,
não pelo corpo que o tempo já se apossou,
mas sim pela alma
que nada consegue afastar.
Sim,estes teus olhos
estes que me fitam
e me dizem numa muda linguagem
jamais me deixarem.
que me desnudam e ao mesmo tempo
me cobrem de carinhos sinceros.
Pudera eu fazer com que o tempo parasse
neste momento que você me olha...
Onde o que vejo é só amor,
ternura e desejo.
Desejo esse que eu sei não
se dissipar com a madrugada,
mas sim se eternizar com o dia.
Um olhar misto de paixão voraz
e admiração intensa,
não pelo corpo que o tempo já se apossou,
mas sim pela alma
que nada consegue afastar.
Sim,estes teus olhos
estes que me fitam
e me dizem numa muda linguagem
jamais me deixarem.
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