Insensíveis madrugadas perdidas
nas horas vividas desaforadamente.
Momentos que se fizeram inúteis
no perambular de sonhos desfeitos.
Idas e vindas de emoções
contraditórias, dispersas e maltrapilhas.
Fantasias que se diziam
verdadeiros regozijos
hilariamente mentirosas!
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Morte
Uma colônia insana de almas perdidas.
Pareciam selvagens, trogloditas, gladiadores
em uma arena repleta de miseráveis sedentos
pelo sangue que escorria.
Banqueteavam-se ao som de obscenidades
e de gestos ensandecidos.
Exalava ali o odor de uma sensação
morta há tempos
onde só restavam as palavras
putrefatas, carcomidas pelo verme da luxúria,
ruminando deveras sutilezas incontidas.
O prazer que antes era o carrossel das ilusões,
deu lugar ao deserto da decepção mórbida.
Pareciam selvagens, trogloditas, gladiadores
em uma arena repleta de miseráveis sedentos
pelo sangue que escorria.
Banqueteavam-se ao som de obscenidades
e de gestos ensandecidos.
Exalava ali o odor de uma sensação
morta há tempos
onde só restavam as palavras
putrefatas, carcomidas pelo verme da luxúria,
ruminando deveras sutilezas incontidas.
O prazer que antes era o carrossel das ilusões,
deu lugar ao deserto da decepção mórbida.
Prece
P ersisto em orar a Deus,que me permita
R eviver o que outrora me foi tão caro.
E ncontros com meu eu verdadeiro
C onsumados por atos despojados de mentiras.
E nfim,voltar a ser como era antes de me enamorar de ti...
R eviver o que outrora me foi tão caro.
E ncontros com meu eu verdadeiro
C onsumados por atos despojados de mentiras.
E nfim,voltar a ser como era antes de me enamorar de ti...
Não quero...
Não quero mais ouvir mentiras.
Não quero mais criar verdades.
Não quero mais amanhecer em um vício.
Não quero mais ser a fantasia.
Não quero mais o choro escondido.
Não quero mais o riso frouxo.
Não quero mais uma vida pagã.
Não quero mais o amor dividido.
Não quero mais nada...
A não ser saber o que quero disso tudo.
Não quero mais criar verdades.
Não quero mais amanhecer em um vício.
Não quero mais ser a fantasia.
Não quero mais o choro escondido.
Não quero mais o riso frouxo.
Não quero mais uma vida pagã.
Não quero mais o amor dividido.
Não quero mais nada...
A não ser saber o que quero disso tudo.
Vitrine
Deparei-me com essa menina em frente a uma vitrine, toda sorridente, ela me parecia trazer a imagem de uma pessoa há muito conhecida.Seu outro eu refletia no vidro muito límpido, ao qual guardava aquele sonho que transparecia nos olhos azuis como um céu sem nuvem.
Ela sorria, gesticulava como se estivesse a ter respostas vindas por detrás daquele vidro. E eu ali extasiada a olhar tentando definir o que tanto a encantava. Confesso que por vezes pensei estar maluca, pois em pleno horário de expediente, eu ali absorta a olhar alguém que nunca havia visto, e muito menos sabia o que a prendia àquela vitrine.
Percebi pelas vestimentas, calçado, que era uma menina bem pobre, mas de pensamentos ricos e um sorriso que deixava qualquer tristeza envergonhada.
Observando-a ali, me lembrou uma fase de minha infância, em que todos os sábados “grudava" meu rosto em uma vitrine repleta de bonecas, que para mim pareciam todas vivas, que por vezes me respondiam, sorriam e me alegravam a pobreza vivida. E hoje eu ali uma executiva renomada, vestes refinadas, mas não mais a alegre menina de outrora com as pobres roupas, e a companhia das tão sonhadas “amigas” bonecas.
Um som estridente me fez voltar à realidade, e foi o som de uma voz arrogante, austera, interpelando a menina na vitrine, dizendo:
- Circulando, circulando! Aqui não é a sua costumeira “fila da sopa”, aqui só temos “coisas finas”, seu restrito paladar não saberia apreciá-las.
Ela antes tão sorridente, agora cabisbaixa se encaminhava para atravessar a rua. Aí foi que percebi que ela se enamorava dos finos doces de Fios de ovos, assim como eu antes das bonecas com cabelos dourados.
Chamei-a:
- Menina, venha cá!
Ela se virou, e deu para vislumbrar melhor aqueles lindos e meigos olhos azuis.
- Sim senhora, o que quer?
Perguntei-lhe:
- Quais desses você mais gostaria de ter em suas mãos e alegrar seu coração com o doce sabor da realização?
Respondeu-me alegremente:
-Esse senhora!Apontando para o menor que havia ali, um belo e dourado doce de fios de ovos e mel, que sem dúvida ao seu paladar seria o mais saboroso deles.
Disse a ela que esperasse por um instante ali mesmo onde estava. Adentrei a loja, fiz questão que me atendesse o arrogante senhor. Pedi vários daquele que a havia atraido, e fiz com que ele fosse até lá,e os entregasse a “pobre” menina. Constrangido os entregou, fazendo cara de quem comeu, mas não gostou.
Agradeci, e me encaminhei em sua direção,que me recebeu com o mesmo sorriso que antes havia visto naqueles lábios infantis.
Olhando-me no fundo dos olhos, disse-me:
-Obrigada! Sabe senhora, eu estava aqui pensando, olhando esta vitrine; se seria possível uns doces tão saborosos se transformarem em desejos realizados. Mas depois, quando a senhora parou aqui bem atrás de mim,pensei que os realizados seriam as pessoas que os possuíssem.
Estendendo a mão me entregou o mais dourado deles, dizendo:
- Aceite, pois percebi a alegria voltar a seus olhos quando realizou o meu desejo. Quem sabe o seu não seja o mesmo que o meu!Com aquele sorriso sincero, saiu andando, quase flutuando, e sumiu na multidão.
Ela sorria, gesticulava como se estivesse a ter respostas vindas por detrás daquele vidro. E eu ali extasiada a olhar tentando definir o que tanto a encantava. Confesso que por vezes pensei estar maluca, pois em pleno horário de expediente, eu ali absorta a olhar alguém que nunca havia visto, e muito menos sabia o que a prendia àquela vitrine.
Percebi pelas vestimentas, calçado, que era uma menina bem pobre, mas de pensamentos ricos e um sorriso que deixava qualquer tristeza envergonhada.
Observando-a ali, me lembrou uma fase de minha infância, em que todos os sábados “grudava" meu rosto em uma vitrine repleta de bonecas, que para mim pareciam todas vivas, que por vezes me respondiam, sorriam e me alegravam a pobreza vivida. E hoje eu ali uma executiva renomada, vestes refinadas, mas não mais a alegre menina de outrora com as pobres roupas, e a companhia das tão sonhadas “amigas” bonecas.
Um som estridente me fez voltar à realidade, e foi o som de uma voz arrogante, austera, interpelando a menina na vitrine, dizendo:
- Circulando, circulando! Aqui não é a sua costumeira “fila da sopa”, aqui só temos “coisas finas”, seu restrito paladar não saberia apreciá-las.
Ela antes tão sorridente, agora cabisbaixa se encaminhava para atravessar a rua. Aí foi que percebi que ela se enamorava dos finos doces de Fios de ovos, assim como eu antes das bonecas com cabelos dourados.
Chamei-a:
- Menina, venha cá!
Ela se virou, e deu para vislumbrar melhor aqueles lindos e meigos olhos azuis.
- Sim senhora, o que quer?
Perguntei-lhe:
- Quais desses você mais gostaria de ter em suas mãos e alegrar seu coração com o doce sabor da realização?
Respondeu-me alegremente:
-Esse senhora!Apontando para o menor que havia ali, um belo e dourado doce de fios de ovos e mel, que sem dúvida ao seu paladar seria o mais saboroso deles.
Disse a ela que esperasse por um instante ali mesmo onde estava. Adentrei a loja, fiz questão que me atendesse o arrogante senhor. Pedi vários daquele que a havia atraido, e fiz com que ele fosse até lá,e os entregasse a “pobre” menina. Constrangido os entregou, fazendo cara de quem comeu, mas não gostou.
Agradeci, e me encaminhei em sua direção,que me recebeu com o mesmo sorriso que antes havia visto naqueles lábios infantis.
Olhando-me no fundo dos olhos, disse-me:
-Obrigada! Sabe senhora, eu estava aqui pensando, olhando esta vitrine; se seria possível uns doces tão saborosos se transformarem em desejos realizados. Mas depois, quando a senhora parou aqui bem atrás de mim,pensei que os realizados seriam as pessoas que os possuíssem.
Estendendo a mão me entregou o mais dourado deles, dizendo:
- Aceite, pois percebi a alegria voltar a seus olhos quando realizou o meu desejo. Quem sabe o seu não seja o mesmo que o meu!Com aquele sorriso sincero, saiu andando, quase flutuando, e sumiu na multidão.
sábado, 11 de setembro de 2010
Homens
Chegam e dizem saber o que querem.E esse querer é um angariar de fundos para o coração, rifar seu poder de sedução, leiloando a sua vaidade, consorciando o seu ego.
Um bingo onde o brinde seriam suas proezas, um topa tudo de suas vontades que mantivessem seus desencantos escondidos. Provavelmente jamais ganharíamos numa mega sena, talvez e no máximo uma quadra, e com muita sorte.
Se não isso, quem sabe um leasing? Sim, um leasing onde o teríamos ao término de uma aventura(se o tivéssemos!).
Ou na roleta russa onde nuca saberíamos se permaneceríamos ou se seríamos descartadas em virtude da dúvida.
Se não for em uma ou na outra poderíamos prever uma licitação onde as ofertas são muitas, o desejo é grande. E o vencedor seria o melhor lance, porém sem saber o retorno para a proposta tão generosa.
Enfim, um jogo de cartas marcadas, onde só saberia o final quem entrasse no esquema...
Paga para ver????
Um bingo onde o brinde seriam suas proezas, um topa tudo de suas vontades que mantivessem seus desencantos escondidos. Provavelmente jamais ganharíamos numa mega sena, talvez e no máximo uma quadra, e com muita sorte.
Se não isso, quem sabe um leasing? Sim, um leasing onde o teríamos ao término de uma aventura(se o tivéssemos!).
Ou na roleta russa onde nuca saberíamos se permaneceríamos ou se seríamos descartadas em virtude da dúvida.
Se não for em uma ou na outra poderíamos prever uma licitação onde as ofertas são muitas, o desejo é grande. E o vencedor seria o melhor lance, porém sem saber o retorno para a proposta tão generosa.
Enfim, um jogo de cartas marcadas, onde só saberia o final quem entrasse no esquema...
Paga para ver????
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Fases
Menina,
a orquestra da inocência
regia a vida daquela garota.
Sempre alegre,
entre tropeços, amarelinhas.
Romances de primeira série.
Adolescente,
a música que tocava já era outra
mais frenética, barulhenta.
Sempre confusa.
Acertos e desacertos,negras roupas.
Leituras sem nexo, odores de sexo.
Mulher,
embalada ao som da sensualidade.
Mais segura, madura.
Sempre atenta e bela.
Entre sussurros,cheiro de pele,
vestidos rubros.
Como entender alguém tão inocente, confusa e intrigante?
Impossível!
Só sendo mulher!
a orquestra da inocência
regia a vida daquela garota.
Sempre alegre,
entre tropeços, amarelinhas.
Romances de primeira série.
Adolescente,
a música que tocava já era outra
mais frenética, barulhenta.
Sempre confusa.
Acertos e desacertos,negras roupas.
Leituras sem nexo, odores de sexo.
Mulher,
embalada ao som da sensualidade.
Mais segura, madura.
Sempre atenta e bela.
Entre sussurros,cheiro de pele,
vestidos rubros.
Como entender alguém tão inocente, confusa e intrigante?
Impossível!
Só sendo mulher!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Relações
Relações vividas...
truncadas,indefinidas,
remexidas,almejadas...
adormecidas...mas,jamais amanhecidas.
Relações que ferem...
se querem,se repelem,
se inserem...mas,jamais requerem.
Relações mortificadas,
consorciadas,planejadas,
armadas,desejadas...
mas,jamais alcançadas.
Relações essas que atormentam...
que reclamam,que relaxam,
despacham, manuseiam,
encaixam...mas,que jamais se fixam.
truncadas,indefinidas,
remexidas,almejadas...
adormecidas...mas,jamais amanhecidas.
Relações que ferem...
se querem,se repelem,
se inserem...mas,jamais requerem.
Relações mortificadas,
consorciadas,planejadas,
armadas,desejadas...
mas,jamais alcançadas.
Relações essas que atormentam...
que reclamam,que relaxam,
despacham, manuseiam,
encaixam...mas,que jamais se fixam.
sábado, 4 de setembro de 2010
Ainda não sei!
Que sensação é essa de tamanha intensidade
que vai rasgando, sangrando,
os começos, meios, intervalos e fins
tal qual uma lâmina recém trocada de uma navalha velha?
Uma disputa bruta entre o passado e o presente
Em versos que nunca rimaram,
Mas que estiveram sempre em poemas e prosas
E só sentiram a grandeza de uma dor
sem fim ou talvez finita, por não se saber
de onde vem ou se realmente existe
Estapafúrdia sensação
Que exprime, espreme e remexe numa ferida
que fere sem ao menos a tocarmos
Seria o abstracionismo de uma imagem refletida
no espelho do tempo a procura de uma definição
palpável, sem apegos, que consistente e consciente
seja visível aos olhos da compreensão?
Ainda não sei!!!!
que vai rasgando, sangrando,
os começos, meios, intervalos e fins
tal qual uma lâmina recém trocada de uma navalha velha?
Uma disputa bruta entre o passado e o presente
Em versos que nunca rimaram,
Mas que estiveram sempre em poemas e prosas
E só sentiram a grandeza de uma dor
sem fim ou talvez finita, por não se saber
de onde vem ou se realmente existe
Estapafúrdia sensação
Que exprime, espreme e remexe numa ferida
que fere sem ao menos a tocarmos
Seria o abstracionismo de uma imagem refletida
no espelho do tempo a procura de uma definição
palpável, sem apegos, que consistente e consciente
seja visível aos olhos da compreensão?
Ainda não sei!!!!
Querer
Quero-te como sempre quis ter alguém...
Entrego-me a você como nunca me entreguei a ninguém...
Sou aquilo que deseja, mas amedronta...
Verdades, mentiras que se esgotam na exaustão dos corpos...
Triunfos e perdas que constatamos...
Vidas e amores intermináveis...
Amantes eternos em um só instante...
Aquela que sonda na fechadura...
A musa que permeia seus sonhos...
Uma constante inquietação que incomoda...
Dúvidas!?Quem não as tem!?
Mas, só uma coisa é sensata nisso tudo...
Nos amarmos!
Entrego-me a você como nunca me entreguei a ninguém...
Sou aquilo que deseja, mas amedronta...
Verdades, mentiras que se esgotam na exaustão dos corpos...
Triunfos e perdas que constatamos...
Vidas e amores intermináveis...
Amantes eternos em um só instante...
Aquela que sonda na fechadura...
A musa que permeia seus sonhos...
Uma constante inquietação que incomoda...
Dúvidas!?Quem não as tem!?
Mas, só uma coisa é sensata nisso tudo...
Nos amarmos!
Embriaguez de vida
Quer tomar algo?
Um Dry Martini, ou algo mais forte, como uma Tequila tomada de cabeça para baixo?
Venha, vamos nos servir!
Impressionante!
Uma bebida tem o poder de nos colocar no mundo dos sonhos e de intermináveis sins.
Imaginamo-nos sendo o centro das atenções em um imenso palco de ilusões , loucamente excitante.
Balões que flutuam como as borbulhas de um champanhe. Viva a vida!
Assim conseguimos ser aquilo que não nos permitimos quando sóbrios , meros mortais...
Poder de sedução à flor da pele... Olhares, sorrisos, anseios que jamais deixaríamos transparecer em circunstâncias normais... Porque vale tudo... Sermos aquilo que desejarmos, é regra, não exceção, nem que seja o mais impossível dos sonhos.
Aqui posso ser o sonho dentro do seu sonho, a amante voraz pelo seu corpo, a chama que vai queimar seus instintos mais íntimos, e sei também que não terei um NÃO como resposta!
Amores intermináveis, sorrisos e palavras que nos desfalecem, laços que não se desfazem, adeus que nunca teremos que dar...
Ai, ai... Que mundo!!!!
Acordei! Que ressaca!!!
Um Dry Martini, ou algo mais forte, como uma Tequila tomada de cabeça para baixo?
Venha, vamos nos servir!
Impressionante!
Uma bebida tem o poder de nos colocar no mundo dos sonhos e de intermináveis sins.
Imaginamo-nos sendo o centro das atenções em um imenso palco de ilusões , loucamente excitante.
Balões que flutuam como as borbulhas de um champanhe. Viva a vida!
Assim conseguimos ser aquilo que não nos permitimos quando sóbrios , meros mortais...
Poder de sedução à flor da pele... Olhares, sorrisos, anseios que jamais deixaríamos transparecer em circunstâncias normais... Porque vale tudo... Sermos aquilo que desejarmos, é regra, não exceção, nem que seja o mais impossível dos sonhos.
Aqui posso ser o sonho dentro do seu sonho, a amante voraz pelo seu corpo, a chama que vai queimar seus instintos mais íntimos, e sei também que não terei um NÃO como resposta!
Amores intermináveis, sorrisos e palavras que nos desfalecem, laços que não se desfazem, adeus que nunca teremos que dar...
Ai, ai... Que mundo!!!!
Acordei! Que ressaca!!!
Corrida
Comparo minha vida a uma corrida de carros imponentes...
Largada emocionante...
Derrapagem em uma curva, mas volto à estabilidade.
Trechos sinuosos...
Chuva imprevista...
Troca de pneus...
Corrida contra o relógio...
Saio do Box, volto à pista...
Concorrentes intermináveis e ansiosos por ocupar meu lugar...
Viro, mexo, ultrapasso, fico atrás, tento, consigo...
Uma curva escorregadia, pneus ressentem...
Seguro firmemente a direção...
Meu objetivo é o pódio...
Visualizo através do pára-brisa a linha de chegada, penso... Tenho que vencer!
Imagens antigas permeiam minha memória...
Estou quase no final... Obstáculos ainda têm...
Tenho que controlar a ansiedade!
Ufa... Sinto-me derreter!
Coração acelerado, e pé no acelerador...
Chegando... Corro... Acelero...
Chego!!!!
Cheguei onde mesmo???
Ah!!! Ao incrível mundo real, onde somos meros olheiros, a concretizar pensamentos e corridas alheias.
Largada emocionante...
Derrapagem em uma curva, mas volto à estabilidade.
Trechos sinuosos...
Chuva imprevista...
Troca de pneus...
Corrida contra o relógio...
Saio do Box, volto à pista...
Concorrentes intermináveis e ansiosos por ocupar meu lugar...
Viro, mexo, ultrapasso, fico atrás, tento, consigo...
Uma curva escorregadia, pneus ressentem...
Seguro firmemente a direção...
Meu objetivo é o pódio...
Visualizo através do pára-brisa a linha de chegada, penso... Tenho que vencer!
Imagens antigas permeiam minha memória...
Estou quase no final... Obstáculos ainda têm...
Tenho que controlar a ansiedade!
Ufa... Sinto-me derreter!
Coração acelerado, e pé no acelerador...
Chegando... Corro... Acelero...
Chego!!!!
Cheguei onde mesmo???
Ah!!! Ao incrível mundo real, onde somos meros olheiros, a concretizar pensamentos e corridas alheias.
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