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sábado, 20 de novembro de 2010

É finito...

É findou-se o que se julgava para sempre...
as palavras que esperávamos
ver sair da boca um do outro...
TE AMO!

Tudo utopia de um encontro
fundamentado em hipóteses
remotas, em versos soltos.

Alegria moleca que se julgou
infinita pela grandeza
de seu coração.
Não!O outro não pensava assim...
Ele era maroto, safo,
sabia ter o poder de sedução.

Agora te vejo tal qual
a bailarina na caixinha de música
ao término da mesma,
volta para a inércia,
ao silêncio do vazio.

Findou-se,é finita,
a fantasia do amor perfeito...

Sua como um suor que soa 
uma melodia saída dos poros....

Momento...


Neste momento estou enebriada
deste amor que me constrói.
Com os olhos enfeitiçados
por tudo que posso presenciar.
Com a boca seca pelos beijos
demorados que trocamos.
O corpo relaxado pelo prazer
proporcionado pelo seu.
Me sinto nua...
de sentimentos desesperaçosos,
pois tê-lo junto à mim,
me veste de tudo que os sonhos permitem...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Uma vez amor, sempre amor...ou não!!??

Que amor louco é esse
que me invade o corpo
e sussurra pelos poros
o frescor de doces arrepios?

Na mente só o ocaso
de um latente medo
de me abrigar nesses braços
que gemem por meus delírios.

Me escondo entre o prazer
e a luxúria, em um gozo
repentino, sentido outrora,
e revivido neste instante impar.

Este teu sorriso que invade
minhas entranhas,me remetendo
à momentos inefáveis
que revelam o inexplicável segredo.

O abandono acontece...
no permear, no roçar de línguas
libidinosas e sedentas do ser
que se abriga no meu íntimo.

Explode o que é o ápice
de uma paixão reveladora,
magma e totalmente tangível.

Enfim...
...fez-se o amor louco e irrefreável
dos amantes sucintos...

(em tempo...)
Só a tênue luz, a respiração ofegante e as felizes lágrimas
guardam as provas,de que ainda existe vida
naquele amor que um dia fora soturno.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Par/tida...

Sei que tens outra em teus braços,
que também preenches tuas noites e a mente.
Mas só quero saber:
Estás feliz?

Essa tal felicidade que me dizias
procurar em todos os corpos que desnudavas,
e que depois de tudo,
querias nunca ter descoberto.

Respondas sem muita delonga
se o que querias encontrastes...
pois aqui neste peito que repousastes
não existe mais o aconchego.

Ele também foi abatido
por uma imensa vontade
de em outros lugares estar.
Com a distância tão sentida,
fez morada no pensar.

Agora que em outros braços te encontras
então não mais podes dizer sobre a solidão.
Mas espero que tu nunca te arrependas
do que na sofreguidão, fizestes sem saberes...
que não existirias a volta, nem a reparação.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não posso dizer que te quero
nem tão pouco que não te quero mais.
O que existe é um vazio
que não consigo transpor.

Lacunas que você mesmo edificou entre nós,
nos dias idos e vindos,
de incertezas, dúvidas e nulidades.

Foi você quem quis assim:
viver momentos, sem certeza de um amanhã.
Deixar acontecer...

Sim,aconteceu!!!

Aconteceu o que fatalmente
anula a paixão.
A inconstância sedimentada na indiferença.