Sei que tens outra em teus braços,
que também preenches tuas noites e a mente.
Mas só quero saber:
Estás feliz?
Essa tal felicidade que me dizias
procurar em todos os corpos que desnudavas,
e que depois de tudo,
querias nunca ter descoberto.
Respondas sem muita delonga
se o que querias encontrastes...
pois aqui neste peito que repousastes
não existe mais o aconchego.
Ele também foi abatido
por uma imensa vontade
de em outros lugares estar.
Com a distância tão sentida,
fez morada no pensar.
Agora que em outros braços te encontras
então não mais podes dizer sobre a solidão.
Mas espero que tu nunca te arrependas
do que na sofreguidão, fizestes sem saberes...
que não existirias a volta, nem a reparação.
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